terça-feira, 7 de junho de 2011

Sua carreira precisa de grandes mudanças. Você está pronto?

As exigências mudaram: o salto qualitativo requer agregar excelência estratégica ao domínio tecnológico da informação.

As grandes transformações enfrentadas pela área de Tecnologia da Informação (TI) abrigam uma boa e uma má notícia para o CIO.

Comecemos pela ruim: os novos ventos corporativos vão decretar a falência dos técnicos que não evoluírem, e que ainda vivem nos tempos da glass house e no domínio de bites e bytes, MIPS, processos e atendimento aos usuários que os consagraram no passado.

Em compensação, a boa nova é que nunca essa categoria profissional esteve tão valorizada como agora. Nenhuma empresa que se mantenha em linha com o novo perfil do mercado, na hora de escolher um CEO, deixará de levar em conta o seu CIO como fortíssimo candidato ao cargo.

O que está por trás dessa transformação tão radical é o surgimento de conceitos e tecnologias, como o software sob a forma de serviço ou a computação nas nuvens, que coloca em xeque o modelo de negócios tradicional.

As organizações enfrentam crescentes pressões concorrenciais na busca de fórmulas que reduzam a complexidade dos sistemas e anseiam pela consolidação de sistemas, que se tornam cada vez mais ferramentas estratégicas. Por exemplo, não basta a um vendedor de empresa farmacêutica munir-se de nomes e endereços e um discurso padrão que sirva para toda a clientela médica.

Para aumentar o seu ticket médio, ele precisa explorar diferentes níveis de exigência dos públicos visitados e oferecer soluções adaptadas às necessidades de cada um. E, assim, mais do que nunca, a TI bem utilizada torna-se uma ferramenta para alavancar negócios.

A mensagem do mercado chega de forma clara e direta, a ordem é reduzir o custo de propriedade (TCO, na sigla em inglês). Nesse sentido, ninguém está mais habilitado a administrar esse processo do que o CIO.

É hora de tirar proveito da vantajosa posição do cargo que o permite desenvolver uma visão holística e integrada de todas as áreas. Mas, a contrapartida é uma mudança do seu perfil, que no lugar de priorizar o lado técnico fará o CIO se tornar um profissional de negócios.

As empresas mudaram e, com elas, as exigências. Se em épocas menos competitivas a eficiência operacional combinada à disponibilidade de informações confiáveis na hora certa trazia benefícios indiscutíveis, hoje, isso não é o bastante. O salto qualitativo requer também agregar ao domínio tecnológico da informação uma excelência estratégica.

E é justamente isso que se espera do novo CIO. Ele tem de demonstrar capacidade para se adaptar aos novos preceitos ditados pelo mercado.

O tempo dirá quem soube aproveitar a oportunidade de ouro para enriquecer a carreira e ganhar relevância na empresa, ou quem ficou na história das corporações na condição de atropelado pela evolução.

Não se trata de exercício de futurologia, essa metamorfose já ocorre. A poderosa combinação de inteligência capacitada com o foco no negócio e a orquestração com parceiros especializados farão com que o poder da TI logo se multiplique, embora difratado dentro de toda a empresa.

Atropelado por uma espécie de implosão silenciosa, o departamento de TI das empresas – como conhecemos hoje – está com os dias contados. De meros apoiadores pertencentes a uma organização isolada, os seus integrantes tornam-se peças vitais ligadas à engrenagem central. A antiga TI não deixará saudades.

Turbinada por novos conceitos, ela passa a atuar ao lado dos que buscam melhorar os resultados financeiros da companhia, bem como resolver seus desafios estratégicos e operacionais. Por meio da inovação, deixa de ser custo para tornar-se braço estratégico da organização.

* Cyro Diehl é presidente da Oracle do Brasil

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